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Nome: Barbara Matias Kariri
Área de Atuação: Direção, Roteiro, Pesquisa
Programa: Prêmios
Edição: 2026
Cidade: Crato
Estado: CE
Cidade de origem: Lavras da Mangabeira
E-mail: [email protected]

Nascida em 1993, na comunidade do Mareco (Aldeia Marrecas), em Lavras da Mangabeira (CE), é indígena do povo Kariri, do Cariri cearense. Transita entre as artes da cena, o audiovisual e a escrita. Doutora em Artes da Cena pela UFMG, participa como artista da Coletiva Flecha Lançada Arte e da Rede Katahirine de Audiovisual das Mulheres Indígenas da América Latina. Também integra o conselho da ABRA – Associação Brasileira de Autores Roteiristas.

Em 2022, formou-se em Roteiro pelo Laboratório Cena 15 da Escola Porto Iracema das Artes, em Fortaleza, onde escreveu o longa-metragem de ficção de animação indígena “Dentro do Rio”. No mesmo ano, participou da sexta edição do Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas para Audiovisual (LANANI), realizado em parceria entre Globo e FLUP. Atua como tutora na Escola Livre de Cinema e Audiovisual Brotar Cinema com o Povo Anacé, da Secult-CE. Participou da formação “Roteiro: do começo ao fim, passando pelo meio”, com o diretor e roteirista Jorge Furtado, e da “Mentoria de Assistência de Roteiro da Netflix”, conduzida por Andrea Yagui, em 2023. Em 2026, participou do BrLab Desenvolvimento de Projetos Audiovisuais com “Dentro do Rio”, onde conquistou o Prêmio Projeto Paradiso, que garantiu sua participação no Festival Cinélatino – 38es Rencontres de Toulouse.

Roteirizou e dirigiu os documentários “Aceso Fogo” (2021) e “Cardinal Ave Maria” (2020/21), além das ficções “Mãe Cajarana” (2018), “Uru’cu” (2017), “Corpo Memória Submersa” (2020), “O Que Me Leva Não É Moeda de Bolso” (2022) e “Desterro” (2023).

A obra “Mãe Cajarana” foi apresentada na Mostra Amotara – Olhares das Mulheres Indígenas no Cinema (2020). O roteiro de “Aceso Fogo” foi desenvolvido para o Projeto Arribaçã (Lei Aldir Blanc, 2020). Em 2021, concorreu com “Santa Pedra” e “Uru’cu” na Mostra [Em]Curtas. “O Que Me Leva Não É Moeda de Bolso” e “Mãe Cajarana” integraram a programação do ECHOES Indigenous Film Festival (2023), do Festival de Arte de Viena (2024) e da Expo Osaka, no Japão (2025). Em 2025, venceu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cinema Ceará Voador com o filme “Faísca”.

Em 2026, Barbara recebeu o Prêmio Paradiso BrLab: Cinéma en Développement – Cine en Desarrollo e passou a integrar a Rede Paradiso de Talentos.